HOMENAGEM


Homenagem



Aos quatro ou
cinco anos, eu era uma garotinha que já gostava de fazer versos. Parece que eu
encerrava as minhas “apresentações” sempre com a mesma frase: bonecas no meu
coração. Tudo a ver com a minha paixão do momento...
Ao longo de
minha vida ouvi meu pai repetir esta estória. Aliás, sempre com muita alegria e
orgulho da “precocidade” da primogênita.
Por isso, o
título do blog é uma homenagem a meu pai, Humberto Narbot.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FUGA



 

 

Em gavetas, abandonados

Dormem meus versos tristonhos.

Mesmo estando bem trancados

Resvalam para os meus sonhos.

 

Que fazer com estes versos

Que não querem se esconder?

Quando os vejo, estão dispersos

Contrariando meu querer.

 

Toscos versos, emanados

Do tropel dos sentimentos

Hoje fogem apressados

A escapar dos pensamentos.

 

Que fazer com estes versos

Se não se deixam prender

Preferindo estar dispersos

Só p´ra não me obedecer?

 

Insone, na madrugada

Desejo estes versos calar.

Nem chave, nem tranca, nada

Os conseguiu segurar.

 

Que fazer com estes versos

Que não consigo reter?

Em sua própria alma imersos

Vão-se eles, sem se deter.

 

Pobres versos machucados

Desejam somente viver!

 

4 comentários:

  1. Belo, gracioso e muito bom de ler. Escrito com alma e sentido na alma de quem lê. Muito bom Lú! Um abraço.

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  2. E merecem, pois são lindos versos, Lu.
    Boa tarde!

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    1. Vindas de você, estas palavras têm mais peso, Ana.

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