HOMENAGEM


Homenagem



Aos quatro ou
cinco anos, eu era uma garotinha que já gostava de fazer versos. Parece que eu
encerrava as minhas “apresentações” sempre com a mesma frase: bonecas no meu
coração. Tudo a ver com a minha paixão do momento...
Ao longo de
minha vida ouvi meu pai repetir esta estória. Aliás, sempre com muita alegria e
orgulho da “precocidade” da primogênita.
Por isso, o
título do blog é uma homenagem a meu pai, Humberto Narbot.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

CICLO DO VENTO - II - TEMPESTADE


Ciclo do Vento

II - Tempestade

 

 

O vento que passa assobiando

E com rudeza bate na janela,

Traz folhas soltas que vão rodopiando,

E, em seu bojo, o anúncio da procela.

 

Transborda em frias águas o céu cinzento

De nuvens, que rolam loucamente;

Relâmpagos cruzam depressa o firmamento,

Trovões ribombam, atordoando a mente.

 

Sob a chuva que cai no solo, já encharcado,

Árvores vergam, pássaros tremem e, com um gemido,

O homem olha o céu, apavorado.

 

Mas de súbito renasce a esperança:

Um raio de sol, na água refletido,

Brilhando ao longe, aonde a vista mal alcança.

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Também gostei muito ! consegui ouvir o som do vento.

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  2. E o leitor bebe o texto; inda não saciado, espera por mais. Beijos!

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